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Seja bem vindo (a) ao " Deleite Poético " , e aproveite cada virgula, pois, postarei aqui, tudo o que a minha alma quizer revelar, postarei tambem diversos autores, conhecidos ou desconhecidos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Arrependo-me

Arrependo-me, dos dias passados, dos minutos marcados,
Da época errada, do tempo deixado,
Arrependo-me, das atitudes erradas, de tristes mancadas,
De escolhas ruins, de ingenuidade sem fim,

Arrependo-me, de não ter encontrado, de nem ao menos ter te procurado,
De ter sido apressado, e sem amor ter me casado,
Arrependo-me, de só agora ter te achado, anos atrasado,
Não será você meu “amorzinho”, mesmo que de novo eu esteja sozinho,

Já fiquei sem tempo, pois pra mim o relógio não anda mais.
As escolhas que fiz, não interessam, não mudarão jamais,
Agora só me restam as lembranças, guardadas em um velho livro de cabeceira,
Com lembranças felizes e tristes, e com escolhas que tornar-se à corriqueira,

Sou só mais um numero na história, apenas mais um que tornou-se em uma memória,
Mais um verso, no poema triste, mais uma estrofe, na canção de um amor que resiste,
Só mais um que se foi com um amor platônico, fosse um dia de tamanho astronômico,
Fui feliz sem saber, mas não morri em vão, pois tinha você em meu coração.


Thiago E. Almeida

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

De idiotas a hipócritas.

Vivemos em um mundo de hipócritas,
Onde a palavra o tem valor o valor de muitas notas
Democracia de escuridão, a política do Brasil é um ninho de ladrão.

Idiotas, idiotas agem pensando que o povo é idiota,
Idiotas, idiotas revolução já começou e nós vamos acabar com esta corja.

Malditos bandidos travestidos, enrustidos
Tentam nos convencer de que são santos por estarem bem vestidos
Vamos acabar com a negligência,
A impunidade acabou com a minha paciência

Idiotas, idiotas agem pensando que o povo é idiota,
Idiotas, idiotas revolução já começou e nós vamos acabar com esta corja.

A integridade desse povo, que só age na inocência,
Que é abusada pelos lobos do planalto com a delinqüência,

Idiotas, idiotas agem pensando que o povo é idiota,
Idiotas, idiotas revolução já começou e nós vamos acabar com esta corja.














Thiago D´almeida

Esperança

Como é possível, estar perdido em ilusão,
Que liberdade nos é dada pela constituição,
E nossos direitos corrompidos,
Por odiáveis engravatados, bandidos enrustidos,

Como é possível, aceitar, que a impunidade ainda exista,
Que a vontade dos lobos em pele de cordeiro persista,
Em quem poderemos acreditar,
Se no mundo que Deus criou, o dinheiro insiste em imperar,

Vamos acordar, e de verdade enxergar para não mais nos enganar,
Pois palavras bonitas, só servem para nos ludibriar,
Entristeço-me em ver que a corrupção, se tornou o câncer da sociedade,
E quanto mais poder o homem tem, existe menos honestidade,

Vamos levantar grande nação, e dar um basta na corrupção,
Vamos enxergar meu povo amado, para no futuro deixar mos o nosso legado,
Que seja um mundo de esperança e igualdade,
E acabemos de vez com a impunidade,



Thiago D´almeida
Despertas, tu que dormes!

Andei por caminhos errados, me deixei influenciar por ideais sórdidos. O inimigo do Pai me usou, me transformou em algo que não conheço, já não mais sabia quem eu era só sabia que não era bom.
O desespero invadiu a minha alma, a loucura aos poucos me dominava, tudo de mais valor que havia em minha vida aos poucos se acabava, e tudo que me restara era ódio, inveja, raiva, desonestidade, arrogância, e estupidez.
Tudo que eu considerava bom era ligado às noites de barulho e narcóticos caros somados a álcool e bagunça.
Mas um dia comecei a ver com clareza, que tudo o que havia passado era apenas um teste, pra minha família e pra mim, onde Deus tem sempre um plano pra cada um.
Hoje acho que o plano de Deus para mim, é dar meu testemunho de vida, de como é possível conhecer o inferno achar que é tudo maravilhoso, acordar do pesadelo, e realmente enxergar que maravilhoso mesmo é estar próximo ao Pai.
Meu Pai! Rei maravilhoso e cheio de misericórdia, estou aqui, e me prostro diante de ti, para te louvar e te agradecer, pois tens sempre o melhor pra mim!



Thiago E. Almeida

terça-feira, 14 de junho de 2011

Torquato Neto era filho de um promotor público e de uma professora primária de Teresina. Mudou-se para Salvador aos 16 anos para os estudos secundários, onde foi contemporâneo de Gilberto Gil no Colégio Nossa Senhora da Vitória e trabalhou como assistente no filme Barravento, de Gláuber Rocha.
Torquato envolveu-se ativamente na cena cultural soteropolitana, onde conheceu, além de Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia. Em 1962, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar jornalismo na universidade, mas nunca chegou a se formar. Trabalhou para diversos veículos da imprensa carioca, com colunas sobre cultura no Correio da Manhã, Jornal dos Sports e Última Hora. Torquato atuava como um agente cultural e polemista defensor das manifestações artísticas de vanguarda, como a Tropicália, o Cinema Marginal e a Poesia Concreta, circulando no meio cultural efervescente da época, ao lado de amigos como os poetas Décio Pignatari, Augusto e Haroldo de Campos, o cineasta Ivan Cardoso e o artista plástico Hélio Oiticica. Nesta época, Torquato passou a ser visto como um dos participantes do Tropicalismo, tendo escrito o breviário "Tropicalismo para principiantes", onde defendeu a necessidade de criar um "pop" genuinamente brasileiro: "Assumir completamente tudo que a vida dos trópicos pode dar, sem preconceitos de ordem estética, sem cogitar de cafonice ou mau gosto, apenas vivendo a tropicalidade e o novo universo que ela encerra, ainda desconhecido". Torquato também foi um importante letrista de canções icônicas do movimento tropicalista.
No final da década de 1960, com o AI-5 e o exílio dos amigos e parceiros Gil e Caetano, viajou pela Europa e Estados Unidos com a mulher Ana Maria e morou em Londres por um breve período. De volta ao Brasil, no início dos anos 1970, Torquato começou a se isolar, sentindo-se alienado tanto pelo regime militar quanto pela "patrulha ideológica" de esquerda. Passou por uma série de internações para tratar do alcoolismo, e rompeu diversas amizades. Em julho de 1971, escreveu a Hélio Oiticica: "O chato, Hélio, aqui, é que ninguém mais tem opinião sobre coisa alguma. Todo mundo virou uma espécie de Capinam (esse é o único de quem eu não gosto mesmo: é muito burro e mesquinho), e o que eu chamo de conformismo geral é isso mesmo, a burrice, a queimação de fumo o dia inteiro, como se isso fosse curtição, aqui é escapismo, vanguardismo de Capinam que é o geral, enfim, poesia sem poesia, papo furado, ninguém está em jogo, uma droga. Tudo parado, odeio."
Torquato se matou um dia depois de seu 28º aniversário, em 1972. Depois de voltar de uma festa, trancou-se no banheiro e abriu o gás. Sua mulher dormia em outro aposento da casa. O escritor foi encontrado na manhã seguinte pela empregada da família.
Sua nota suicida dizia: "Tenho saudade, como os cariocas, do dia em que sentia e achava que era dia de cego. De modo que fico sossegado por aqui mesmo, enquanto durar. Pra mim, chega! Não sacudam demais o Thiago, que ele pode acordar". Thiago era o filho de dois anos de idade.
38 anos depois, na madrugada do dia 27 de setembro de 2010, seu pai, o defensor público Dr. Heli Rocha Nunes, morreu em Teresina, após uma parada cardíaca. A família aguardou a chegada do único filho do poeta piauiense, Tiago de Araújo Nunes (piloto de aeronave em uma companhia aérea brasileira), para realizar o sepultamento do avô.

Um dos poemas mais famosos de Torquato:

Cogito
Torquato Neto

eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível


eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora


eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim


eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranqüilamente
todas as horas do fim.

sábado, 4 de junho de 2011

O que você quer pra sua vida?

Fraqueza, sentimento forte e desorientante,
A força não se limita ao vigor humano, mas em todo um montante,
Ser fraco não é ser magro, manco, deficiente nem baixo,
É ser incapaz de lidar com situações, com emoções e se tornar lixo,

O lixão humano é quando perdemos completamente o próprio amor,
É quando todas as esperanças já morreram, quando perdemos a essência do criador,
No fim da história, só nos resta, o Pai, que com seu amor esta presente,
E mesmo com tal amor, nos tornamos um ser inconsistente,

Fraqueza, que aflige a alma, e destrói o consciente,
Não bastasse deformar o caráter, também nos deixa doente,
Como um câncer devora a nossa alma, e nos deixa vazio e sem vida,
Impotência, inconseqüência, delinqüência, será uma estrada a ser trilhada,

O destino do fraco é ser ausente, desistente, incompetente,
Felizmente ser fraco ou ser forte é uma escolha urgente,
Esta em nossas mãos, como uma bomba a explodir,
Seja fraco, seja forte, o importante é não desistir.

Thiago D´almeida

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Vinicius de Moraes - Vina o poetinha Lirico

"Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes (19 de outubro de 1913 — Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980), o Vina, foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro.
Poeta essencialmente lírico, também conhecido como "poetinha", apelido que lhe teria atribuido Tom Jobim, notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boêmio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também conhecido por ser um grande conquistador. O poetinha casou-se por nove vezes ao longo de sua vida e suas esposas foram, respectivamente: Beatriz Azevedo de Melo (mais conhecida como Tati de Moraes), Regina Pederneiras, Lila Bôscoli, Maria Lúcia Proença, Nelita de Abreu, Cristina Gurjão, Gesse Gessy, Marta Rodrigues Santamaria (a Martita) e Gilda de Queirós Mattoso.
Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra." Conteudo retirado de Wikipedia


Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes